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Carros autônomos: principais desafios podem estar fora dos veículos

A corrida para inaugurar a história dos carros 100% autônomos – ou seja, que de fato dispensam a interferência humana e permitem que você se dedique a outras tarefas enquanto se desloca, com muita segurança – fica cada vez mais acelerada, envolvendo tanto as montadoras tradicionais (Ford, General Motors, Renault-Nissan e Mercedes Benz, dentre outras) quanto as empresas de tecnologia (Google, Apple, Tesla, Uber e afins). As previsões variam de 2020 a 2030 como data para o lançamento, e não há consenso em relação a quem está na frente, apesar das apostas serem várias!

Apesar dessas incertezas, uma coisa é fato: esta é uma tecnologia que já está mais próxima do que imaginamos. Carros automatizados e/ou semiautônomos estão nas ruas já faz alguns anos, com dispositivos que vão do acionamento de faróis e parabrisas e do controle de velocidade (cruzeiro) aos de estacionamento assistido; alertas de mudança intencional de faixa e de sinais de sono, entre outros; alteração da suspensão para maior conforto; e freagem automática para evitar colisão traseira, dentre vários outros. Alguns até já dirigem sozinhos, mas com várias limitações – como, por exemplo, a de velocidade – e a exigência da presença do motorista com as mãos no volante.

E o que falta para chegarmos àquele que dispensa totalmente o motorista? Sem dúvida há desafios tecnológicos, mas a maior parte deles diz respeito ao aprimoramento de dispositivos já existentes, como sensores, câmeras e radares. Neste campo, o maior obstáculo talvez ainda seja o funcionamento de uma super rede de dados ligando carros, mapas e sistemas de trânsito. Mesmo assim, cada passo nesse mercado é acompanhado atentamente, com um sobe e desce de ações cada vez que uma novidade é anunciada.

No entanto, é em outros campos que as dificuldades podem ser maiores, como na legislação, na infraestrutura e, até mesmo, na nomenclatura usada pelos produtores dos veículos! Nos Estados Unidos, o Estado da Califórnia, por exemplo, já está preparando a legislação para que os carros possam trafegar sem o “motorista de segurança” já em 2018, e temos até um projeto para que uma estrada inteira na fronteira entre os EUA e o Canadá seja destinada aos veículos autônomos até 2040!

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No Brasil, embora não disputemos de forma alguma o pioneirismo, há pesquisas em andamento desde 2009 na área, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e na Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, cidade onde acabou de nascer também a primeira startup no ramo. Mas não só temos os mesmos obstáculos encontrados em outros países, como eles podem ser muito mais altos aqui, considerando, por exemplo, a infraestrutura viária disponível em nossas cidades e estradas. De outro lado, a segurança que os carros autônomos poderão representar também ganha especial relevância no país que tem índices de mortes no trânsito que figuram entre os mais altos do mundo!

Fontes: Projeto Colabora , wired , CNBCUOL

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