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IA na Educação: novos recursos tecnológicos e melhor compreensão do processo de ensino-aprendizagem

Promessas e investimentos em novos recursos tecnológicos para uso em processos de ensino-aprendizagem em diferentes ambientes não são exatamente uma novidade. Também não começou agora o debate sobre o potencial da Inteligência Artificial (IA) na Educação. No entanto, assim como em diversos outros campos da atuação humana, a revolução vivida pela Inteligência Artificial nos últimos anos deve mudar o ritmo com que as novidades aparecem também na área educacional.

Alguns dos exemplos famosos de aplicações já existentes hoje em dia são as experiências da AltSchool na Califórnia, o Mindspark indiano e o Third Space Learning, projeto de tutoria para o aprendizado de Matemática da University College London. No Brasil, uma das iniciativas mais abrangentes e conhecidas é a Geekie.

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Um relatório publicado recentemente pelo grupo Pearson, em conjunto com grupo de pesquisa da mesma University College London – intitulado Intelligence Unleashed –, destaca como a Inteligência Artificial deverá contribuir com experiências de ensino-aprendizagem mais personalizadas, flexíveis, inclusivas, motivadoras e efetivas. Como aplicações possíveis com a tecnologia já existente, o relatório aponta a possibilidade de tutoria individualizada para todos os estudantes, em todas as disciplinas; o apoio a processos de aprendizagem colaborativa; e a criação de ambientes virtuais de aprendizagem onde aprendizes recebem o apoio necessário no momento certo. Para o futuro, algumas das previsões são a existência de “companheiros” virtuais de aprendizagem ao longo de toda a vida e a possibilidade de avaliações em tempo real que permitam ajustes no processo enquanto ele está acontecendo.

O documento destaca como essas transformações na Educação são essenciais à formação necessária para enfrentar as demandas e exigências do Século XXI – evitando, assim, inclusive o desemprego causado pela substituição do ser humano pela máquina – e, sobretudo, como podem contribuir para que seja aberta “a caixa preta da aprendizagem”. Em outras palavras, a Inteligência Artificial não apenas oferece novos recursos aos processos de ensino-aprendizagem, mas pode fornecer o conhecimento necessário para que sejam aprimorados inclusive os processos de formação realizados sem o uso da tecnologia!

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