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A Inteligência Artificial irá substituir os radiologistas?

A questão do título está em voga atualmente e ganhou visibilidade na reunião anual da Radiological Society of North America (RSNA), maior conferência na área de assistência médica do Continente que, neste ano, aconteceu de 26 de novembro a 1º de dezembro, em Chicago. Ao longo do evento, especialistas debateram a importância da Inteligência Artificial (IA) na área de Radiologia e, sobretudo, possíveis consequências para os profissionais.

São nítidos os avanços que a Inteligência Artificial – e, mais especificamente, a tecnologia Deep Learning (DL) – pode oferecer para a área médica. No caso da Radiologia – que já incorporou novas tecnologias no diagnóstico por imagens com o passar dos anos –, a Inteligência Artificial A pode dar suporte na decisão diagnóstica, entrando como uma aliada para automação de resultados e identificação de padrões, estabelecendo analogias com casos semelhantes em banco de dados.

Essas ações tendem a facilitar o trabalho dos profissionais da área, tendo em vista que até 10% de mortes de pacientes se relacionam com algum tipo de erro de diagnóstico e 4% das interpretações radiológicas têm erros considerados clinicamente significativos, segundo Curtis Langlotz, professor de Radiologia e Informática Biomédica na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford. As promessas da Deep Learning envolvem o auxílio à redução desses erros.

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Além de aperfeiçoar a interpretação por meio de ações como controle de qualidade de imagem, triagem de imagem, criação de imagem eficiente, detecção assistida por computador, dentre outras, a Inteligência Artificial também pode auxiliar nas rotinas de trabalho com a configuração de listas e com a redação automática de relatórios. Também consegue otimizar o tempo do paciente na realização dos exames, ajudar na organização do faturamento e ter maior controle sobre glosas médicas.

Ao executar tais funções, as tecnologias podem ajudar os radiologistas e demais profissionais de imagem a ter uma base prática, como debateram os especialistas em Deep Learning na Conferência RSNA. Ou seja, embora a Inteligência Artificial pareça ser a solução de muitos problemas atuais nesta área médica, é importante desmistificar a ideia de que, com a tecnologia, os radiologistas perderiam os seus postos de trabalho; ao contrário, o diagnóstico médico humano é essencial, já que, inclusive, são as pessoas que assinam e concluem os laudos.

Mas, com tanta tecnologia, os profissionais inevitavelmente sentirão alterações em suas rotinas – migrando, inclusive, para áreas mais nobres do atendimento – e terão resultados consolidados de maneira mais rápida e precisa, o que pode, inclusive, melhorar a eficiência de seu trabalho.

Diante deste cenário, será mesmo que a Inteligência Artficial irá substituir os radiologistas?

Langlotz deu sua enfática opinião sobre esse risco de substituição de radiologistas por máquinas na Conferência RSNA: não, a Inteligência Artificial não irá substituir os radiologistas! “Mas os radiologistas que trabalham com Inteligência Artificial vão substituir os radiologistas que não trabalham com isso”, pondera.

Fontes: CBR, DiagnotiscImaging,  Radiologia Brasileira SearchHealthIT

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