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Inteligência perceptiva: uma era sem fricções

Se tomarmos como base todas as ondas relacionadas à Inteligência Artificial, notamos que a adoção de sistemas mais inteligentes e autônomos têm crescido e garantido não só uma maior acurácia na realização de determinadas tarefas, como dispensado de vez a interferência humana em muitas delas. A cada dia, são novas implementações adotadas e menos “double checks” necessários para validar que você é você mesmo.

Exemplo disso são os sistemas de inteligência perceptiva. Entre China e Estados Unidos – duas potências quando se trata de Inteligência Artificial – esse já um movimento mais claro e, parcialmente, desbravado.

Ao comparar os dois países, especialistas consideram que os EUA encontram-se um pouco atrás, dado o receio do efeito “Big Brother” que esses sistemas podem gerar. Já na China, onde essa questão cultural é um tanto mais bem aceita, observa-se o quanto as fricções têm sido reduzidas no dia a dia das pessoas.

Você sabe o que é Inteligência perceptiva? 

A Inteligência Artificial perceptiva pode ser exemplificada por extensões de softwares de reconhecimento facial e de voz, que já nos possibilitam facilitar processos como: desbloqueio de celular, acesso ao banco, entre outras ações.

Tecnicamente, esses sistemas fazem a “leitura” do rosto das pessoas, identificando: formato do rosto, olhos, nariz, boca, queixo, bochechas e as distâncias entre eles. Esses pontos e essas dimensões são gravados no sistema e geram um algoritmo que permitirá o reconhecimento posterior. Até aí, o que temos é um sistema inteligente capaz de reconhecer padrões. Mas quando estamos falando de inteligência perceptiva, dá para dizer que estamos um passo à frente no que tange essas informações.

Na prática…

Agora, imagine você chegar para trabalhar e, através do sistema de reconhecimento facial implantado nas câmeras de segurança da empresa, sua chegada é verificada, dispensando a utilização de cartão ponto para validar seu horário de entrada e saída?

Ou ainda, você entra no supermercado, faz suas compras e sai sem a necessidade de passar no caixa para efetuar o pagamento. O valor é automaticamente debitado do seu cartão cadastrado. Impressionante, não?

Essa, por exemplo, já é a realidade de sete lojas “Amazon Go”, existentes em Seattle, Washington, Chicago, San Francisco, nos Estados Unidos. As lojas são parcialmente automatizadas. O cliente entra na loja, faz seu check-in, escolhe os itens que deseja e sai do estabelecimento ao concluir suas compras. Isso é possível a partir do uso de visão computacional, Deep Learning e sensores para automatizar compra, check-out e pagamento da transação, além do uso de smartphones e geolocalização.

Para a segurança pública, esse também pode ser considerado um grande avanço ao passo que permite a identificação de pessoas, especialmente em casos de foragidos e desaparecidos.

Todos esses são sistemas que já existem e estão em fase de desenvolvimento para mitigar erros e garantir acurácia, que falamos lá no início do texto. Os avanços nos sistemas inteligentes tendem a permitir que essa seja uma aplicação cada vez mais corriqueira, reduzindo as fricções em processos de entrada e saída, compra e venda, passagens e afins. Mais do que um documento, a sua identificação estará em você no momento que passar, comprar ou chegar.

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