Como aumentar a Eficiência Jurídica com IA

Como aumentar a Eficiência Jurídica com IA

Eficiência Jurídica

A inteligência artificial está sendo aplicada em diversas áreas da sociedade, da indústria automotiva até a medicina. Seu uso permite otimizar processos e transformar completamente a forma como trabalhamos.

No campo do direito, a presença da IA já é uma realidade, sendo utilizada para melhorar a eficiência jurídica por meio de diversas aplicações. Com as mudanças substanciais que o setor jurídico brasileiro e mundial tem experienciado, essa tecnologia vem ganhando espaço, trazendo muitos benefícios para as empresas que a adotam.

Você verá neste artigo:

  • Definição de eficiência jurídica
  • Como aplicar a IA para melhorar a eficiência jurídica
  • Benefícios de se empregar inteligência artificial no setor do direito
  • Inovação tecnológica para o sistema jurídico brasileiro

 

O que é e qual a importância da eficiência jurídica?

Eficiência jurídica é um método que une o departamento jurídico a diversos setores, como compras, vendas, design, marketing e planejamento financeiro, com o objetivo de que todas as áreas da empresa atuem de forma integrada. 

Essa integração permite que a companhia alcance seus objetivos de forma otimizada, utilizando os menores recursos possíveis — como tempo, dinheiro e esforço —, mas de forma consciente para não comprometer a qualidade das decisões, a justiça ou a conformidade com a lei.

A eficiência jurídica é muito importante não apenas para melhorar a produtividade, mas também para fortalecer a reputação de escritórios e empresas, melhorar a satisfação dos clientes e reduzir custos operacionais.

Além disso, com a chegada da metodologia de eficiência jurídica nas companhias, foi possível trabalhar na comunicação entre o departamento jurídico e as demais áreas do negócio. Essa mudança trouxe uma melhor integração entre as áreas e processos mais rápidos.

Melhorando a eficiência jurídica com a inteligência artificial

A eficiência jurídica se apoia em três pilares: dados, inovação e automação. Em todos eles, a presença da tecnologia é essencial. Por meio de softwares de jurimetria e data driven, por exemplo, é possível processar dados e extrair informações relevantes deles. Já a partir da automação de processos por intermédio de ferramentas de IA, tarefas mecânicas e repetitivas são realizadas rapidamente e em grande escala, liberando os colaboradores para outras atividades.

Dessa forma, aumentar a eficiência jurídica a partir do emprego de inteligência artificial também significa reduzir custos e aprimorar a qualidade dos serviços prestados pela empresa.   Para isso, o investimento em aparato tecnológico é indispensável. Separamos cinco benefícios principais proporcionados pela adoção de IA no campo jurídico.

Automação de tarefas repetitivas

Um dos maiores benefícios do emprego da inteligência artificial no setor jurídico é a automação de tarefas repetitivas e administrativas. Com a IA, atividades como triagem e envio de e-mails, organização de documentos e extração de informações podem ser realizadas em uma fração do tempo que um profissional levaria, além de reduzir a incidência de erros humanos.

A inteligência artificial, ao realizar as tarefas repetitivas da empresa, permite que os funcionários se concentrem em atividades mais estratégicas e criativas.

Redação e revisão de documentos

A inteligência artificial também pode melhorar a eficiência jurídica a partir da redação e revisão de documentos legais, como contratos e peças processuais em geral. Com o auxílio de algoritmos que identificam padrões nesses tipos de documentos, é possível gerar contratos personalizados, por exemplo, garantindo as necessidades do cliente. 

A revisão de documentos jurídicos também pode ser automatizada. Sistemas de IA são capazes de ler e analisar arquivos em segundos, indicando para o usuário inconsistências, cláusulas que precisam ser revistas e ajustes que devem ser feitos para que o documento esteja em conformidade com as normas legais aplicáveis. 

Análise e pesquisa jurídica

Realizar uma pesquisa jurídica pode ser demorado e trabalhoso. A partir do emprego de ferramentas baseadas em aprendizado de máquina, é possível acessar e vasculhar bancos enormes de dados jurídicos de forma muito mais ágil quando comparado à pesquisa manual, identificando precedentes, jurisprudências, leis aplicáveis e qualquer outra informação que o advogado precise.

A capacidade de acessar vastos bancos de dados e extrair informações relevantes rapidamente é fundamental para aumentar a eficiência jurídica, além de permitir que advogados construam argumentos sólidos baseados em pesquisas atualizadas.

Assistência virtual e chatbots

O emprego de chatbots para o atendimento ao cliente ganhou muita popularidade nos últimos anos e hoje é adotado por empresas dos mais diferentes ramos. No campo jurídico, chatbots estão ganhando espaço como uma forma de melhorar a comunicação entre clientes e empresas. 

Essa ferramenta, que emprega inteligência artificial, pode responder perguntas frequentes, agendar reuniões e fornecer orientações básicas para clientes, sendo uma espécie de triagem de casos. Esse primeiro contato automatizado, embora não substitua o papel dos advogados, agiliza o atendimento e permite que os profissionais foquem em demandas mais complexas e urgentes.

O emprego de chatbots em escritórios de advocacia e demais negócios propicia um atendimento mais rápido e eficiente, o que aumenta a satisfação do cliente e melhora a eficiência jurídica da empresa.

Inovação para o sistema jurídico brasileiro

A modernização do setor jurídico não é um acontecimento recente. Diante das transformações tecnológicas e sociais, esse campo precisa se manter atualizado para acompanhar a evolução da sociedade. Nesse contexto, a inteligência artificial desempenha um papel essencial, impulsionando a inovação e aprimorando a eficiência jurídica de muitas empresas.

Desde a automação de tarefas repetitivas até o suporte ao cliente por meio de chatbots, a IA possibilita que profissionais jurídicos atuem de maneira mais estratégica, ágil e precisa. 

Além disso, é importante destacar que a busca por inovação não acontece somente no exterior. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) desenvolveu, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o Projeto VICTOR, um robô capaz de automatizar a triagem e a classificação de processos do sistema judiciário brasileiro.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também adotou a inteligência artificial em seus processos com ferramentas como ATHOS — sistema capaz de automatizar o exame de admissibilidade recursal com auxílio de IA — e o Projeto Sócrates — ferramenta que identifica, com antecedência, as controvérsias jurídicas do Recurso Especial.

A adoção da IA por grandes órgãos brasileiros incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de novas ferramentas por parte de várias empresas. Nesse recorte, a NeuralMind, em parceria com o Escavador, está desenvolvendo o L³M (Legal Large Language Model) direcionado especificamente para o sistema jurídico brasileiro.

O projeto terá o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) por meio do Edital Mais Inovação Tecnologias Digitais, marcando o claro interesse do governo em modernizar o setor jurídico brasileiro com o auxílio da inteligência artificial.

Esse grande modelo de linguagem objetiva auxiliar profissionais e usuários do sistema judiciário a elaborar e analisar peças jurídicas e acompanhar processos. Por ser um LLM específico para o jurídico brasileiro, o modelo será capaz de identificar aspectos diversos de decisões judiciais de forma mais precisa e eficiente do que LLMs atuais.

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